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Teologia Básica
 
Pastor Carlos Leno

HAMARTIOLOGIA: O ENSINAMENTO SOBRE O PECADO

Abordaremos nesse estudo uns dos assuntos mais relevante para a vida do verdadeiro cristão, o Pecado. Por qual motivo dizemos importante? Pelo fato de que, o Pecado torno-se tão banal na vida de muitos que, já não pensam que o pecado é realmente Pecado. Muitos o chamam de doença, outros de uma eventualidade, mas a Bíblia o classifica e o chama pelo nome, Pecado!

Nossas igrejas hoje, já o adotou, quer ver uma prova disso? E como ele até já mudou de nome em muitas igrejas, vejamos: Na minha época de catecúmeno, logo que comecei a servir ao Senhor Jesus (e olha que hoje estou com 27 anos haja vista ter nascido em 21/01/1978, então, ou seja, me converti há 12 anos, muito pouco tempo se passou), as igrejas eram bastante inexoráveis com seus ensinamentos, denominações hoje, consideradas tradicionais eram as mais exigentes, igrejas de renome, conhecidas por suas "doutrinas" rígidas e até mesmo ortodoxias, hoje caíram no esquecimento. O namoro nas igrejas já não é mais o mesmo. Pessoas vão à igreja com roupas que parece que estão na praia. Outras disputam quem se veste melhor, ou seja, roupas mais estravagantes possíveis na igreja.

Os jovens são levados aos famigerados "Show Gospel", onde muitos que dizem estar, "louvando a Deus", não passam de divorciados de seu reino. Existe alguma coisa que difere muitos Shows Gospel de Shows mundanos? Claro que não! Pastores, cantores, evangelistas nos cobram uma fortuna para ministrar em nossas igrejas! Em tempo de eleição então, quando são chamados para louvar a "Deus", saem com o "bolso gordo", cobram em média, 5, 10, 15, 20 mil reais para louvar nos chamados, não comícios, mas "showmícios", onde afirmam até sem conhecer o candidato que, o mesmo é honesto, confiável etc. E pregar em igrejas então só com dinheiro adiantado. Isso é a Comercialização do Evangelho. Mas o obreiro não é digno de seu salário? Sim! Mas a avareza, a cobiça, o ajuntamento de bens e o enriquecimento baseado na exploração da fé de outros é condenado nas Escrituras! (Ez 22:12; Jr 6:13; Cl 3:5, 6), sem mensionar as Leis existentes no país.

Mas para mudar esse nome colocaram um apodo, no pecado; agora quando vocês o ouvirem por aí, saibam que é a mesma coisa, pois o nome dele agora é: "Não Tem Nada a Ver", para os jovens no namoro é "Ficar", para outros é "Faz Parte", para os mais intelectuais é "A Evolução do Mundo, estamos no século XXI", mas para Paulo, o apóstolo, é Rm 12:2, para João é I Jo 2:15.

DEFINIÇÃO:

Pecado no grego é "AMARTIA". Esse termo é derivado de uma raiz que indica "errar o alvo", "fracassar". Trata-se do fracasso em não atingir um padrão conhecido, mas antes, desviando-se do mesmo. Essa palavra, porém veio a ter também um significado geral, indicando o princípio e as manifestações de pecado, sem dar qualquer atenção a seu significado original. O trecho de I João 3:4 usa o vocábulo anomia, "desregramento", desvia da verdade conhecida, da retidão moral. O pecado tanto é um ato como é uma condição.

É o "estado" dos homens sem regeneração, que se manifesta na forma de numerosos e perversos atos. Pecar é afastar-se daquilo que Deus considera a "conduta ideal", do homem ideal, exemplificado em Jesus Cristo. Isso conduz à "impiedade" (asebeia; II Pe 2:6), que consiste na oposição a Deus e a seus princípios, em autentica rebelião da alma. E isso leva a "parabasis", "Transgressão" (Mt 6:14; Tg 2:11) contra princípios piedosos reconhecidos. Isso leva o indivíduo à "paranomia", a "quebra da Lei", o "afastamento da lei moral" (Atos 23:3 e II Pe 2:16). Nossos pecados também são "passos em falso", isto é, "paraptoma", no grego (ver Mt 6:14 e Ef 2:1). Propositadamente "caímos para um lado", "desviamo-nos pela tangente", apesar de estarmos instruídos o bastante para não fazê-lo.

Desse modo, o N.T descreve o pecado sob boa variedade de modos, cada um deles com uso de um quadro falado sobre o que isso significa. Cristo Jesus é a cura de cada uma dessas manifestações do pecado, pois a sua expiação apaga a divida; e a santificação em Cristo transforma o pecador, para que seja um ser santo e celestial. E Deus é fiel e justo, conferindo esse imenso benefício aos homens que se submetem a ele, isto é, que exercem fé em Cristo e ao seu mundo eterno (Hb 11:1).

1. PECADO (I)

No Antigo Testamento. As concepções do A.T acerca do pecado é, por assim dizer, o verso das concepções sobre Deus. Geralmente o pecado é no A.T antes uma noção religiosa do que moral; é uma transgressão da vontade de Deus, e até (embora nem sempre com a mesma clareza) uma ofensa pessoal do sacrossanto Aliado; o A.T não presta muita atenção aos fatores psicológicos que condicionam o pecado (Gn 1:11; Sl 32; 51; 130; 143).

(A) A Natureza do Pecado (1). Em algumas narrativas populares antigas percebem-se ainda, sem dúvida, vestígios de uma concepção mecânica, material, do pecado: o pecado é pintado como uma violação (às vezes puramente material) da esfera sagrada, que faz do homem um pecador, objeto da ira (orge) de Deus; não se mostra suficientemente que as exigências de Deus correspondem tanto à sua soberania como ao seu poder; são estigmatizadas como pecado certas ações que só atingem o Senhor transcendente através de um objeto ou de um rito (p. ex., I Sm 14:24-30; 26:9-11; II Sm 6:7; 24:10; o pecado e a impureza são indicados por termos até certo ponto análogos; cf., ainda o termo mais tardio de Lv 12).
Mesmo nessas narrativas populares, entretanto, exprime-se, junto com essa concepção quase mecânica do pecado do pecado, uma noção de Deus muito sublime: o santo temor diante da esfera divina coincide com o medo de ofender o misterioso Aliado de Israel (II Sm 24; tem-se "amor" para com Yavé, cujas qualidades morais repetidas vezes são acentuadas: I Sm 16:7; II Sm 7:17; 11:27; 16:10ss), embora a antiga terminologia ainda apareça aqui e acolá (p. ex., em certa Leis de pureza e sobre as comidas e no ritual que por natureza é conservador Lv 12), podemos dizer que o A.T como todo protesta contra a concepção mecânica do pecado, espalhado pelo Oriente Antigo (cf., sobretudo a pregação profética: Is 1:11; 58:5ss; 59:1ss; Sl 49:9ss; 51:6).

(2) O pecado como ofensa pessoal de Deus. (a) A concepção do pecado na história primitiva já vista (Gn 2:11). Gêneses 3 deu ao pecado do primeiro casal humano a estrutura básica de todo e qualquer pecado. É um ato dirigido "contra" Deus, mas que assim mesmo deve ser considerado como rebelião (Pv 8:36; Dt 6:24; 10:13). Não é apenas uma noção externa de desobediência, mas também uma manifestação do desejo do homem de ser autônomo, de não ser mais filho de Deus, de se erguer em rival de Deus (cf., mais tarde Is 10:5ss; 14:4ss; Ez 28). Então ele não suporta mais a presença de Deus (Gn 3:8), o acesso à árvore da vida lhe fica interditado (como castigo) (Gn 3:22-24), e ele fica banido para longe de tudo o que é bom e salutar. O que isso significa, vê-se nos cc. 4:11 que esboçam a grande linha da epopéia do pecado. O pecado revela-se como poder que escraviza o homem, e do qual só Deus pode salva-lo (cf., a história da salvação de Israel, que começa com a libertação do Egito, a terra do pecado Ez 20:5ss).

(B) O A.T não ensina apenas que o pecado é um ato contra Deus (Nm 27:14; II Rs 17:9), mas também o apresenta até certo ponto como malum ipsius Dei, (como ofensa pessoal de Deus), embora essa expressão (Vg: offendere e formas derivadas) se encontre raramente com esse sentido técnico, seja no A.T, seja no N.T.

O próprio vocábulo do A.T (que é rico neste particular, mas não técnico: os termos guardam ao lado de seu sentido moral-religioso também seu sentido profano) não traz muita luz nesta questão. Os termos mais usados são (Hãtã = falhar, desviar, não acertar seu fim), que apresenta o pecado como uma falha (às vezes contra os homens, geralmente contra Deus: Êx 9:27; 10:16; Js 7:20; I Sm 15:24); o aspecto moral do pecado aparece no termo ''ãwõn'' (literalmente: ser torcido; ruindade) (revela o estado da alma do pecador e sugere também o peso do pecado: Culpa), ao passo que o aspecto religioso é mais indicado pela palavra ''pesa'' (o pecado como revolta; desde Êx 23:21 para o pecado de Israel; sobretudo os pecados graves).

Outro caráter do pecado exprime-se melhor em textos que sugerem algum efeito causado em Deus pelo pecado: o A.T diz repetidas vezes que o pecado "entristece, aborrece, irrita" Deus (Dt 4:24; 9:18; 32:31; Jz 2:12; I Rs 14:9; 16:33; Jr 11:17; 32:29, 32; Ez 8:17; cf., porém Jr 7:18) ou que o pecador "despreza, amargura" Deus, embora o contexto, muitas vezes, sugira antes uma transgressão da vontade ou da lei de Deus (Dt 31:20; Is 5:24; Sl 107:11) e embora o respeito pela transcendência de Deus impeça várias vezes afirmar que o pecado atinja a própria pessoa de Deus (cf., Jr 7:18; Jó 35:5-8).

Mesmo assim, embora salvaguardando a Transcendência de Deus, esse último pensamento exprime-se não poucas vezes, primeiro, onde um pecado contra uma determinada pessoa (sobre a qual Deus vela como sobre algo próprio) é descrito como uma ação que atinge a próprio Deus (cf., I Sm 12), depois também onde o pecado de Israel é descrito como o rompimento da aliança de amor entre Deus e seu povo (Os 1 - 3; Is 5:1; 54:6; 61:10), como uma falta de fé em Yavé (idolatria), como um de esquecimento de sua bondade (Jr 2:13, 32; 3:21), como um ato de rebeldia (Jr 2:20, 31; 5:3; 6:16ss), como infidelidade e adultério (cf., supra Os 1 - 3), diante de que Deus não pode ficar insensível, embora, apesar de triste na sua ternura (Is 5; Mq 6:3) não abandone sua esposa infiel: persegue-a com amor, a fim de leva-la à conversão e a fim de restabelecer a comunhão de vida com ela, quase como um homem que não pode mais viver sem esta mulher à qual deu uma vez o seu amor. Concluindo com Israel essa aliança de amor, Deus tornou-se, portanto, em certo sentido vulnerável pela fraqueza dos seus. O mesmo pensamento exprime-se também no tema do ciúme de Deus (Is 9:6; 26:11; 63:15), que faz adivinhar com quanta veemência e paixão Yavé ama os seus: o seu amor é tão exigente que não pode tolerar a infidelidade dos seus, nem se conformar com os seus pecados.

(C) Análise do Ato Pecaminoso. (1). O A.T (como também o N. T) coloca a origem do mal no homem. De outro lado, o mal (também o pecado) é relacionado diversas vezes diretamente com Deus (II Sl 24:1; Am 3:6; Is 45:7; Jr 6:21; Ez 3:20; Sf 1:3; cf. Deus que endurece o coração do pecador: Êx 4:21; 7:3; Is 6:10); esse modo de falar explica-se pelo fato de que o A.T não admite um antagonista irredutível entre Deus e o mundo; não elimina o mistério da iniqüidade, mas também não apresenta o mal como um ser absoluto, e não dissocia o mal do único Criador (Eclesiastes 7:29).

(2) Gênesis 3 mostra que Deus e o homem não são os únicos personagens no drama do pecado: há fora do homem um poder que o alicia ao pecado e o seduz por inveja (O Diabo). A Bíblia, porém, opõe-se a qualquer forma de dualismo, e é provavelmente por causa disso que os livros posteriores do A.T desenvolvem tão pouco esse elemento do processo do pecado (cf., entretanto Zc 3:1-9).

(3) Alguns textos do A.T chamam a atenção sobre um poder que opera no próprio homem e que, embora não sendo pecado em si, pode-se tornar para o homem uma ocasião de pecado. É a concupiscência. No A.T, porém, essa doutrina não chega a ser muito elaborada (Gn 3:6; talvez Gn 6:5; 8:21; Jr 17:9).

(4) O A.T, dizíamos, coloca geralmente a origem do pecado no homem. Contudo, não presta muita atenção à análise psicológica dos atos humanos; considera o homem, também de ponto de vista ético, como inteiramente dependente de Deus (d''Ele o homem recebe o seu conhecimento do bem e do mal). É por isso que se encontra no A.T (e também no N.T, fora de Paulo e I Pedro) tão pouca coisa sobre a noção de consciência, embora a mesma realidade se encontre no papel que o A.T diversas vezes atribui ao coração. Para o A.T, o homem, de ponto de vista moral, vale o que vale seu coração; daí expressões como Pv 4:23; 21:2; Lv 26:41 etc. (a circuncisão do coração); Sl 34:19; 51:19 (o coração contrito); Sl 51:12; Ez 11:19 (o coração novo); Pv 4:23. O A.T, portanto, não conhece apenas a ação pecaminosa, mas penetra também na disposição interna. Verdade é que o AT nunca fala em pensamentos pecaminosos, no sentido estrito da palavra (porque a psicologia israelita nunca desliga inteiramente o pensamento da ação), mas de outro lado não ignora que os pensamentos precedem a ação e condena, com a ação, também a mentalidade (a concupiscência interna é o princípio do pecado: cf. Gn 4:5-7 com 4:9ss; I Sm 16:7 e os textos a respeito do coração = consciência). Sobretudo a pregação profética insistiu na importância das disposições internas que acompanham a ação (p. ex., Dt 6:5; Is 29:13ss), mas também alguns textos jurídicos do AT mostram claramente que se sabiam distinguir os atos de acordo com os seus motivos (p. ex., Lv 4ss; Nm 15; Êx 21:19; Dt 4:42; 19:4). P.ex., o AT fala em pecados cometidos "com a mão levantada", de propósito, brutalmente (Nm 15:30ss) e para os quais não existe expiação, e de outro lado em pecados "por engano, sem mal intento"; mas a essa última noção ainda falta a precisão jurídica (abrange também os pecados de imprudência e fraqueza) e nunca se tornou uma regra jurídica de aplicação geral.

(5) O AT conhece a distinção entre pecados graves e pecados leves, mas na classificação dos pecados nunca se serve de tal distinção (cf., os "catálogos" de pecados em Is 33:15; Sl 15; Ez 18:5ss; 22:6; Jó 31). A gravidade do pecado pode ser sugerida pela sansão com que se ameaça (p. ex., a pena de morte por pecados de idolatria, feitiçaria, fornicação, adultério, homicídio voluntário; ser expulso da comunidade do povo: Gn 17:14; Nm 9:13; maldição solene: Dt 27:15ss), pelo agrupamento das faltas (p. ex., os três grandes pecados de Êx 20:13-15; Os 4:2; Jr 7:9), pelas circunstâncias em que o pecado foi cometido (Êx 22:21-26; Dt 24:14-17; Lv 19:13; Is 1:17), pelo fato de que tal pecado pode ser expiado por um sacrifício (Lv 4ss) ou pelo contexto (Sl 15; 25:7; Jó 13:26).

(6) Pela sua transgressão o homem torna-se culpado diante de Deus (o termo que corresponde melhor à nossa noção de culpa é ''ãwõn''; Culpa).

(7) Alguns textos podem causar a impressão de que o pecado perturbou e modificou também a ordem da natureza (Gn 1 comparado com Gn 3:17; Is 11:5-9; 55:13; 65:25); mas é provável que com esse modo de apresentar as coisas o AT só quer nos fazer compreender qual é a mudança religiosa que o pecado causou no homem; aliás, o AT alude várias vezes a cosmologias que apresentam a origem do mundo de um modo diferente de Gn 1 (Jó 38:8-11; Pv 8:27-29; Sl 89:10-12; 104:5-9), e a aparente relação direta que é estabelecida às vezes entre o pecado e a alteração da vida vegetal ou animal pode-se dever ao fato de que as causas intermediárias são deixadas fora de consideração. Por exemplo, enquanto Pv 24:31 e Is 5:6; 7:23; 32:13; Os 9:6 falam na preguiça do homem e no despovoamento, Gn 3:18; Is 34:13; Sf 2:9; Jó 31:40 se referem logo ao pecado no paraíso.

(D) Em nenhum texto do AT fala-se num castigo que pesasse sobre todos os homens em conseqüência de uma culpa comum (Pecado original), mas diversas vezes é afirmado ou insinuado que todos os homens de fato são pecadores (Dt 2:12; 32:5, 20; Nm 32:13; Is 6:5; Jr 5:1ss; 7:29; 13:23; na literatura sapiencial Sl 14:3; 103:10; Pv 20:9; Ec 7:20) e aqui e acolá alude-se a uma inclinação hereditária para o pecado (Sl 51:7; 58:4; Jó 14:4, na interpretação judaica posterior); a história primitiva já vista (que, no entanto, não teve muita repercussão) sugere que essa pecaminosidade geral teve seu ponto no pecado dos primeiros pais. A tradição apresenta uma visão mais otimista, e também a literatura sapiencial frisa não poucas vezes a inocência de determinadas pessoas (Sl 18:21, 24; 26; 119:10ss; Pv 12:21; 13:9; 21ss; Jó 10:4-7). O fato de as duas tendências se encontrarem uma ao lado da outra prova mais uma vez que os orientais são pouco inclinados a formularem uma doutrina sintética.

(E) Nos LXX e no Judaísmo. Nos LXX constata-se uma tendência a conceber a relação entre o pecador e Deus de forma mais jurídica, e a considerar como o pecado torna o homem devedor de Deus (perigo de uma concepção externa demais), neste sentido que Deus pode perdoar ou manter tal dívida. Essa mentalidade exprime-se, sobretudo em um dos termos dos LXX para o perdão do pecado, isto é, (perdoar o pecado ou a dívida), que é usado diversas vezes como tradução de termos hebraicos que originariamente um outro matriz (p. ex., sãlah: Lv 4:20; 5:10, 13; Nm 14:19; 15:25ss; Is 55:7; - em Lv 19:22 compara-se o texto hebraico com o texto grego; nãsã Gn 4:13; Êx 32:22; Sl 25:18; Kipper: Is 22:14). Esse aspecto jurídico do pecado é acentuado ainda mais no judaísmo, em conexão com a sua doutrina sobre a retribuição (Hõbãh - o que se deve - torna-se um dos termos clássicos para o pecado). O judaísmo frisa muito o papel da concupiscência e estabelece também alguma relação entre a maldade geral dos homens (que, no entanto não é afirmada em termos gerais) e o pecado dos primeiros pais, sem que formule, propriamente, uma doutrina sobre o pecado original. De outro lado acentua ainda mais a liberdade do homem que, apesar de "má inclinação", é considerado responsável pelos seus pecados, podendo pela conversão e pela penitência, que sempre são possíveis, experimentar novamente a misericórdia de Deus.
Mais de uma vez, porém, o judaísmo chega a uma concepção por assim dizer quantitativas dos pecados: o homem deve se esforçar para que o numero de suas observâncias da lei (que sempre estão ao seu alcance) ultrapasse o número das transgressões. (Obs: esse foi uns dos prismas atinentes ao pecado no AT, haveremos de falar um pouco mais, mas é bom ressaltar que, estes prismas são muito deles de rabinos que entendiam que existe diferença entre: Pecado de Ignorância e Inadvertência; Pecado de Rebeldia e Atrevimento. O Talmude conhece Três categorias de pecados: os que se perdoam neste mundo, os que se perdoam no outro mundo e os imperdoáveis).


Atinente ao Autor: Pr. Carlos Leno é Pr. Auxiliar da Assembléia de Deus em São Pedro III, Vitória ES, Convenção CADEESO/CGADB, é Bacharel em Teologia pela Faculdade de Teologia e Ciências Humanas IBETEL - São Paulo, autor do Curso Básico em Teologia IBPJ, Bacharelando em Direito, Conferencista, Palestrante, Membro do Conselho Fiscal da Igreja, Professor Teológico e da EBD para Obreiros.

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